Resumo/Teste Intermédio de História 9ºano

Olá a todos!

Deixo neste blog um resumo de toda a matéria do 7ºAno do teste intermédio de história que se irá realizar no dia 15 de Março.

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Bom estudo!

 

Resumo de História Teste Intermédio – 15 de Março de 2011

 

Conteúdos 7ºAno

 

A Grécia: a terra e o povo

 

A Grécia é um território muito montanhoso e com um clima mediterrâneo, ou seja, não é muito favorável à prática da agricultura. Por isso só com um grande esforço é que os gregos conseguiram tirar rendimento das terras. Nas zonas altas praticava-se a pastorícia. Nos vales e pequenas planícies cultivavam cereais (trigo, cevada) e, nas encostas, plantavam a vinha, oliveira e figueira.

O solo era pobre mas para compensar existiam óptimas condições para a vida marítima, com um mar tranquilo e ilhas próxima. Deste modo os gregos desde cedo se dedicaram à pesca e ao comércio.

Os gregos também chamados Helenos, era uma mistura de povos que falavam todos a mesma língua.

 

O mundo Helénico

As grandes barreiras montanhosas que dividiam o território grego contribuíram para o isolamento da população. Ou seja, o país permaneceu sempre em pequenos estados independentes. Após um crescimento populacional desenvolveram-se núcleos urbanos e cada cidade tornou-se um centro de estado, agrupando á sua volta campos e aldeias vizinhas. Nasceram assim Cidades-Estado no século VIII a.C. Uma cidade estado, pólis, era uma comunidade de homens livres (Cidadãos), que tinham governo autónomo e leis própria.

 A partir do século VIII a.C, as cidades gregas atravessaram um período de crise, devido ao excesso de população. Para fugirem á fome e às lutas civis muitos gregos imigraram espalhando-se pelas costas do Mediterrâneo levando á formação de colónias. Cada cidade era uma cidade estado mas sempre ligada á sua metrópole. Apesar dos gregos estarem espalhados por regiões consideravam-se um só povo pois, tinham a mesma religião, os mesmos costumes e falavam a mesma língua.

 

A religião Grega

Os gregos eram politeístas, adoravam inúmeros deuses e consideravam-os semelhantes aos homens. Apenas se distinguiam por gozarem de imortalidade e de poderes sobrenaturais. Pensava-se que os deuses viviam no cimo do Olimpo (Mais alto monte da Grécia).

Os gregos veneravam também os heróis e inventavam mitos sobre os seus heróis e deuses. 

Os gregos prestavam culto aos deuses a fim de obterem a sua protecção, fazendo-lhe oferendas (Flores, vinho) e sacrifícios de animais. Cada cidade venerava os seus deuses realizando festas sagradas: procissões, jogos de atletismo...

Existiam grandes santuários onde se realizava um culto pan-helénico, ou seja, lá era prestado culto por todas as pessoas do mundo grego.

 

O poderio de Atenas

No século V a.C, Atenas era a cidade-estado mais próspera e poderosa da Grécia. Esta cidade conseguia bons excedentes de vinho, azeite e mel e extraía prata realizando assim o comércio. Esta abertura ao comércio estimulou as actividades artesanais, como a produção de cerâmica, metalurgia e a construção de navios. Atenas era o mais activo centro de comércio através pricipalmente do porto de Pireu onde circulavam mercadorias de todo o mundo. A partir desta economia mercantil e marítima Atenas construiu a sua riqueza.

Este poder afirmou-se com as Guerras persas. Os persas invadiram a Grécia, e todas as cidades se uniram para fazer frente aos invasores. Porém, foi Atenas que graças aos seus navios e soldados teve o papel decisivo na vitória. Aproveitando este facto Atenas formou a liga de Delos com muitas outras cidades Estados com o principal objectivo de se protegerem contra os persas mas Atenas logo impôs a sai supremacia económica e política. Atenas utilização os pertences da Liga para construir obras grandiosas, forçando os aliados a pagar impostos. Atenas passou a exercer um verdadeiro imperialismo.

 

Atenas, uma Cidade-Estado democrática

Atenas foi o primeiro estado a impor uma democracia, ou seja, um regime social e político em que o poder do governo pertence ao povo, e a todos os cidadãos após uma grande luta da população grega contra os aristocratas (Nobre) que detinham um poder.

Era portanto uma democracia pois todos os cidadãos podiam intervir directamente na elaboração das leis e quase todos eles durante a vida tinham um cargo político.

Muitos cidadãos, principalmente os que viviam longe da cidade, não dispunham de meios para participar na vida política. Foi então instituida uma remuneração para os que exercessem cargos de juizes ou de membros do Conselho. Mais tarde até os que participavam na Eclésia passaram a ser remunerados. Estas medidas tinham grandes custos e só foram possíveis porque Atenas estava no seu auge de prosperidade.

 

A sociedade Ateniense

Na sociedade ateniense os cidadãos eram uma minoria. Apenas eram cidadãos os indivíduos do sexo masculino, maiores de 18 anos, filhos de pai e de mãe ateniense. Só ele podiam participar no governo da pólis, e só eles podiam possuir propriedades sem pagar impostos. As mulheres não eram excluídas mas tinham direitos limitados, vivendo na dependência dos pais ou dos maridos

A maioria da população era formada pelos metecos e pelos escravos. Os metecos eram os estrangeiros residentes em Atenas. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato acumulando grandes fortunas. Não podiam participar na vida política, porém tinham de prestar serviço militar e pagar impostos. Os escravos eram considerados instrumentos. Eram propriedade dos donos que os compravam ou vendiam. Dedicavam-se a todo o tipo de tarefas: serviço doméstico, trabalho em campos, oficinas e minas.

 

O florescimento da Cultura

Os gregos desenvolveram a mais brilhante cultura da antiguidade. Atenas era a "escola da Grécia", um centro intelectual e artístico. Construíram-se belos monumentos e organizaram-se belos festivais de teatro que tinham lugar em grande anfiteatros construídos ao ar livre. Havia dois tipos de teatro: as tragédias com um sentido moral e as comédias que satirizavam as figuras da época provocando o riso.

Os gregos criaram também a filosofia, a história e a oratória (arte de discursar).

A arte grega

A arte grega atingiu um período clássico entre os séculos V. e IV pois as obras atingiram muita perfeição. A harmonia e o equilíbrio são características da arte grega, assim como o facto de esta arte enaltecer o homem. A arquitectura era muito ligada a vida religiosa construindo templos, estádios e teatros.

Os templos gregos obedeciam a duas ordens a ordem dórica (mais sóbria e severa) e a ordem jónica (mais rica em ornamentação).

Os gregos esculpiram estátuas de deuses e de atletas representado cenas mitológicas, procissões que enalteciam sobretudo a beleza física e espiritual do homem com muita naturalidade. No século VI a.C pintavam belos desenhos em peças de cerâmica onde se destacavam as figuras negras em fundos vermelhos, mas a partir do século V a.C, começaram a pintar em tons de vermelho e dourado.

 

 

O mundo Romano no Apogeu do Império

 

A formação do Império Romano

A partir do século V a.C Roma era uma cidade em expansão e pouco a pouco toda a Itália foi conquistada incluindo as colónias gregas. Era o início da formação de um grande império.

A expansão de Roma confortou-se com uma colónia fenícia que também queria alargar a sua influência. Depois de três guerras, os Romanos apoderaram-se dos seus territórios, incluindo a Sicília, as costas mediterrânicas da Península Ibérica e parte do Norte de África.

Ao longo do século II e I a.C conquitaram a Península Ibérica. Gália (actual França) foi ocupada nos meados do século I a.C sob a direcção do imperador Júlio César. O Egipto foi transformado numa província Romana assim como a Britânia e a Dácia. Os rios Deno e Danúbio tornaram-se as fronteiras naturais do mundo romano. O mar Mediterrâneo passou a ser o centro do império romano. Os romanos chamavam-lhe Mare Nostrum (Nosso Mar). A formação deste grande império só foi possível devido ao poderoso exército romano, muito organizado e com uma rigorosa disciplina.

 

 

A unidade do Império

Num grande Império, foi necessário um grande esforço para integrar todos os povos. O grande exército foi o mais importante instrumento para a integração de todos os povos. O império romano vivia sobre uma pax romana, uma paz armada com o exército a controlar qualquer tentativa de revolta. A língua, latim, a vasta rede de estradas, as leis romanas, os municípios que seguiam o modelo de Roma, o poder central forte e o poder do imperador, contribuíram também para a unidade do império. Em 212 d.C foi reforçada a unidade do império pois todos os habitantes livres do império passaram a ser cidadãos, ficando sujeitos às mesmas leis.

A economia encontrava-se ligada ao desenvolvimento urbano. Milhões de pessoas viviam em grandes centros urbanos que se tornavam grandes centros de consumo, as cidades dinamizavam a produção agrícola, mineira e artesanal. Os romanos desenvolveram a agricultura (em especial a produção de cereais, azeite e vinho) e a pecuária. Intensificaram a exploração mineira, bem como a produção artesanal. Esta intensa actividade comercial foi facilitada pela excelente rede de estradas e rios navegáveis. As constantes trocas comerciais implicaram uma grande circulação da moeda era portanto uma economia mercantil e monetária.

 

A Península Ibérica romana

O domínio dos romanos na Península Ibérica foi difícil e lento. Os lusitanos foi o povo que ofereceu mais resistência sob o comando de Viriato, os Lusitanos desencadearam grandes guerras com os Romanos, onde saíram vitoriosos. A conquista da Península Ibérica foi conseguida por Júlio César e Augusto no século I a.C.

Os romanos dividiram a Península Ibérica em três províncias: Tarraconense, Bética e Lusitânia. A maioria das cidades peninsulares fora obtendo um estatuto de relativa autonomia administrativa, sendo declaradas municípios. Com o domínio romano, surgiram inúmeras cidades, uma boa rede de estradas, aumentou a produção de cereais, de vinho e de azeite e melhorou a exploração de minas. Desenvolveu-se o comércio e a circulação monetária. O latim tornou-se a língua comum entre os povos.

 

 A sociedade Romana

Em Roma existiam diferenças sociais. A principal era aquela que distinguia homens livres dos escravos.

No topo da hierarquia social situavam-se os senadores e as suas famílias. Eram nomeados pelos imperadores, entre os cidadãos com uma fortuna de mais de um milhão de sestércios (moeda romana). Eram privilegiados e possuíam grandes campos rurais (latifúndios), cultivados em geral, por escravos. Exerciam as mais altas funções na sociedade.

Abaixo dos senadores existiam os cavaleiros que possuíam fortunas superiores a quatrocentos mil sestércios. Gozavam de grandes privilégios e cargos administrativos.

A maioria dos cidadãos fazia parte da Plebe que englobava os cidadãos não privilegiados. Eram rendedeiros, artesãos e pequenos proprietários agrícolas. Os mais ricos eram comerciantes, empreiteiros e armadores. Os pleubes mais pobres viviam dependentes das famílias mais ricas, outros, eram alimentados pelo Estado.

A sociedade romana dependia do trabalho dos escravos. Os escravos trabalhavam nas minas, na agricultura e no serviço doméstico. Os escravos que obtinham liberdade passavam à condição de libertos.

 

As instituições políticas e o direito

Quando Roma se expandiu, o regime político da cidade era uma República, onde o poder era exercido por três órgãos: Magistrados (Poder Executivo, ou seja, governavam a República), o Senado (órgão de maior prestígio: dava pareceres sobre decisões dos magistrados e dirigiam a política externa e os comícios (Assembleias constituídas pelo conjunto dos cidadãos que elegiam anualmente os magistrados)

No século I a.C, sucederam-se lutas pelo poder e guerras civis. A solução encontrada para acalmar as lutas foi concentrar o poder num único governante. Em 27 a.C, Octóvio filho adoptivo de Júlio Cesar, venceu uma guerra civil e o Senado nomeou-o Princeps Senatus, isto é, o principal dos senadores e o primeiro dos cidadãos, adquirindo o título de Augusto (divino). Octávio César Augusto concentrou então o poder supremo do Estado (imperium), transformando-se, assim, no primeiro imperador romano. A Republica chegava ao fim. Começava o Império ou regime imperial.

Augusto absorveu muito dos poderes que, antes se encontravam repartidos pelo Senado, Magistados e Comícios. O estado romano estava transformado num regime pesoal. O poder do imperador foi reforçado com o culto imperial, que tinha mandava no exército, mandava no Senado, e mandava na Religião.

Para governarem com eficácia, o imperador e as restantes autoridades romanas foram criando um conjunto de leis ou normas jurídicas, o direito. O direito privado regulava tudo que dizia respeito à vida dos cidadãos: a propriedade, o casamento, o divórcio etc. O direito público regulava o funcionamento do Estado

 

A cultura Romana

Depois da integração da Grécia e dos Reinos helenísticos no Império Romano, o grego tornou-se a segunda língua dos romanos, e os poetas e filósofos gregos eram lidos e imitados. A história teve neste período, um grande desenvolvimento. Para os Romanos a história servia para glorificar Roma e o Império. O principal historiador romano foi Tito Lívio.

A majestade e imponência das construções, a riqueza dos materiais utilizados, a decoração requintada e imaginativa deram à arquitectura romana individualidade própria. A arquitectura romana usava o arco de volta perfeita, a abóbada de berço e a cúpula.

Os romanos desenvolveram também a pintura a fresco e a mosaico (Representações de paisagens e cenas religiosas ou do quotidiano), e a escultura (quer a estatuária quer o baixo relevo) caracterizada por um notável realismo, sobretudo os retratos.

A maior parte das grandes construções romanas situava-se nas cidades ou destinava-se a servi-las. Todas as cidades imitavam romanas construindo praças públicas, teatros, termas etc. Por toda a parte identificavam-se obras robustas, estradas, pontos, aquedutos etc.

Esta arquitectura de carácter utilitário, ao serviço do urbanismo, constitui uma das mais importantes manifestações da originalidade romana.

 

As crenças religiosas

A religião romana estava ligada à vida familiar e ao culto dos antepassados. Os romanos veneravam os espíritos protectores. Veneravam os seguintes deuses:

Á medida que Roma se expandiu e contactou com outros povos, foram sendo assimilados deuses "estrangeiros".

Os crentes romanos tentavam estar em paz com os deuses, encarando a religião de um ponto de vista utilitário fazendo ofertas e sacrifícios a troco de protecção e favores. O culto dos deuses era praticado na própria casa, nos tempos, e em cerimónias de culto e eram dirigidos por sacerdotes. Imperador romano era o supremo sacerdote.

 

O Cristianismo: uma religião inovadora

Jesus Cristo nasceu num território do Império Romano, a Judeia (Palestina), no tempo do Imperador Augusto. A Judeia estava dominada pelos Romanos mas a maior parte dos Judeus nunca aceitou o domínio, o que conduziu a inúmeras revoltas. Muitos foram obrigados a sair do país e espalharam-se por todo o espaço mediterrânico. A esta dispersão dos Judeus chamamos diáspora. Ao mesmo tempo foi crescendo entre eles o messianismo: Os Judeus acreditavam que um dia, chegaria um enviado de Deus, o Messias, para os libertar do domínio. Quando Jesus Cristo surgiu, alguns reconheceram nele o Messias, mas outros recusaram-se a aceitá-lo como tal.

A principal fonte para o conhecimento da vida e da mensagem de Cristo são os Evangelhos que, juntamente com outros textos, constituem o Novo Testamento. Jesus iniciou a sua pregação, tento percorrido toda a Judeia, acompanhado por doze discípulos (os Apóstolos).

Cristo apresentava-se como Messias, vindo à Terra para salvar a humanidade, prometendo a vida eterna depois da morte. A pregação do amor universal foi aspecto mais inovador do Cristianismo.

Os sacerdotes Judeus e até os próprios romanos temiam que a pregação de Jesus pusesse em causa a sua autoridade e provocar a revolta dos Judeus contra o império. Cristo foi preso, condenado à morte e crucificado. Mas a sua mensagem não morreu. O cristianismo foi-se propagando por todo o Império Romano

 

A expansão do Cristianismo

Depois da morte de Cristo, os Apóstolos percorreram algumas das províncias do Império Romano, pregando a palavra de Cristo. A religião foi atraindo muitas pessoas, em especial s escravos e outros deserdados da sorte. A difusão do Cristianismo no mundo romano foi facilitada devido à:

- Existência de numerosas cidades e de uma boa rede de estadas

- O facto de haver duas línguas compreendidas por quase toda a população (o latim e o grego)

- Presença de muitas comunidades judaicas por todo o Império, como consequências da diáspora.

As autoridades romanas consideravam o Cristianismo uma seita perigosa. Os cristãos recusavam-se a prestar culto aos imperadores. Além disso, defendiam a igualdade entre todos os homens, o que punha em perigo a sociedade originando, sangrentas perseguições.

O cristianismo foi atraindo cada vez mais pessoas incluindo pessoas de camadas sociais superiores. Perante esta situação o imperador Constantino em 313 decretou liberdade religiosa. Finalmente, em 393, o imperador Teodósio declarou o Cristianismo religião oficial do Estado Romano, proibindo ouros cultos.

Ao conjunto de todos os fiéis, ou seja, todos aqueles que acreditam em Cristo e na sua palavra, chamamos Igreja Cristã. A organização da Igreja Cristã contribuiu para a consolidação do Cristianismo no mundo. Nas dioceses, subdivisões das províncias, as comunidades cristãs eram orientadas por um bispo. Os bispos de cada província obedeciam a um metropolita.

Os bispos e os metropolitas começaram a reconhecer a autoridade suprema do bispo de Roma que, mais tarde, passou a ser chamado Papa.

 

 

 

Rita Teixeira

Nº4   9ºB   ESA

Rita Teixeira às 23:30 | link do post | comentar | favorito